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Especial

Saia Rodada: Raí reinventa a banda após quase 10 anos de sucesso

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Por Kleverson Levy
especial para o Forró Dicumforça

Que a banda Saia Rodada de Caraúbas, no Rio Grande do Norte, nunca deixou de tocar no Nordeste, isso é fato-verdade! A questão é que, em 2018, Raí Soares reinventou a banda e coloca – mais uma vez – a Saia Rodada no patamar de sucesso que foi alcançado há mais de dez anos.

Entre 2006 e 2010, Raí e Nathália Calasans chegaram ao topo do sucesso e, consideravelmente, “estouraram” nas rádios, Tvs e realizavam muitos shows pelo Brasil. 

Quem não lembra da Coelhinha?

Foi em meados de 2006, após divulgação do primeiro DVD, em Recife, que o sucesso da interpretação e música “Coelhinha” levou a banda ao reconhecimento nacional nas vozes de Raí e Nathalia, tornando a Saia Rodada um fenômeno de sucesso daquela década.

De acordo com informações apuradas pelo Blog, à época, o DVD-CD renderam discos de ouro e platina duplo, respectivamente, pelas vendas de mais de 100 mil e 300 mil cópias. Foi, inesperadamente, um sucesso de época que a banda tocou em todos os estados do nordeste e até fora do eixo norte-nordeste.

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Ah!, lembrando que a Saia também se tornou a “Saia Elétrica”, o modelo inventado para uma banda de forró se apresentar em cima de um Trio Elétrico, permanecendo com o estilo musical de forró com a ‘pitada’ das batidas elétricas oriundas da Bahia. Deu certo! Tanto que, outras bandas, também acompanharam o “modelo” elétrico inventado pela SR.

Na segundo DVD, no auge do sucesso em 2007, músicas como “Eterno Amor, Você não Vale Nada, Só pra você, “Dança da Minhoca, Strip-Tease, Tô nem aí” e tantas outras, caíram no gosto dos forrozeiros nordestinos. Até o estilo inventado da “Saia Elétrica”, acertadamente naquela época, também ganhou gravação de DVD no Recife Indoor.

A banda, no entanto, foi ao auge do sucesso – entre 2008 e 2010 – que até conseguiu se apresentar em rede nacional e em programas de TVs como Domingão do Faustão, Estação Globo, Domingo Legal, Hoje em Dia, Programa da Hebe, Tudo é Possível, Programa Raul Gil, O Melhor do Brasil de rede nacional e locais.

De 2010 para cá, a banda Saia Rodada permaneceu em “oscilação” quanto ao sucesso pelo norte-nordeste, principalmente, em 2011, quando Nathália Calasans deixou os vocais da banda. Mesmo sem a considerada “eterna coelhinha”, Raí seguiu à frente com outras cantoras que – entre idas e vindas – passaram pela Saia Rodada, como Luciana Lessa, Elayne Tyne, Jack Beverly Hills, Aline Reis e Daysinha Cid.

Respeita o cantor!

Raí Soares é – de fato e de direito – o grande nome da SR por fazer com que a banda permanecesse entre o sucesso e o que podemos chamar de “caída” no cenário musical. Ou seja, a banda estava “em baixa”, enquanto surgiam novas bandas, novos nomes e artistas pelo Brasil.

No ano passado, a banda grava o DVD “Saia Rodada Paradise”, em Aracaju-Se, com a participação de vários artistas de sucesso no país, a exemplo de Márcia Fellipe, Luan Estilizado, Jonas Esticado e a dupla sertaneja Breno e Caio César. Sem falar que, o mais emocionante da gravação foi, sem dúvidas, a apresentação da eterna coelhinha, Nethy Calasans.

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Ainda em 2017, Raí consegue grava a música e o clipe “Hoje Eu Não Vou Trabalhar” com participação de Wesley Safadão. Portanto, de agosto do ano passado para cá, e após essa gravação de DVD-Aracajú e as conhecidas “feats” das músicas com participações, Raí Soares reinventa a banda e consegue – de fato – alçar novamente o sucesso obtido na década de 2000.

Mas é em agora- atualmente – que a banda Saia Rodada vai ‘subindo’ nas paradas de sucesso e se reafirmando no mercado musical. Sozinho, o umarizalense (referência à cidade natal dele, Umarizal-RN, que fica a cerca de 40 Km de Caraúbas- cidade da Saia Rodada) Raí Soares chega a 2018 “estourado” com a música “Filho Mato”.

O clipe oficial, no youtube, já ultrapassou os mais de 17 milhões de visualizações até a publicação desta matéria. Além desse sucesso, “Apaga a Luz e Vem Deitar” e “Quero Sentir de Novo”, que é o feat com Breno e Caio César, estão entre as mais tocadas nas rádios e aplicativos (APPs) pelos celulares.

SR e RS? 

Ou seja, Raí e Saia Rodada estão emplacando sucessos que até são incluídos nos repertórios de outras bandas/cantores de renomes nacional. Além disso, ressalta-se, pelo menos em Alagoas, a mistura de Raí-Saia Rodada está agradando os forrozeiros que curtiram a banda no passado e, atualmente, veem a SR se erguer no cenário da música nordestina.

Sem falar, claro, na agenda de shows que deu um “boom” entre junho e julho, em média de 30 apresentações, após os sucessos embalados na ‘boca do povo’. Pelas redes sociais, a banda e o cantor também cresceram em números de acessos, curtidas e seguidores com a grande divulgação dos considerados hashtags (#) e arrobas (@) no instagram.

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Por fim, é de se conhecer e parabenizar o cantor Raí Soares por reinventar a banda e colocar – mais uma vez – a Saia Rodada no patamar de sucesso que foi alcançado há mais de dez anos.

2018, sem dúvidas, é o ano para SR (Saia Rodada) e RS (Raí Soares) elevarem o nosso nordeste e o forró para os quatro cantos de Brasil!

Parabéns!

Redes Sociais: Kleversonlevy
Email: kleversonlevy@gmail.com

 

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Dão Lopes fala em cartel no forró e diz que bandas precisam produzir “coisas novas”

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Foto: Facebook/Moleca 100 Vergonha

Ele é uma referência no mundo do forró quando se fala em talento e carisma. Sendo assim, nada melhor que Dão Lopes, vocalista da Moleca 100 Vergonha, para falar com propriedade sobre esse ritmo genuinamente nordestino, que não anda lá bem das pernas. Para o cantor, que falou com exclusividade ao Forró Dicumforça, o forró até que tem crescido, mas precisa repensar algumas práticas.

“O forró está evoluindo, mas tem um determinado cartel”, afirma Dão Lopes. Para ele, é preciso mais união para enfrentar os desafios.

“União dos empresários e produtores de eventos pelo menos artisticamente, porque se não o movimento vai continuar nas mãos de dois, três, e vai futuramente se deteriorar”, declarou.

Sobre o forró romântico, Dão é enfático ao afirmar que ele não sai de moda, mas faz uma ressalva às bandas que vivem dele.

“O romântico não sai de moda. A gente canta e escreve o cotidiano do ser humano. O pagode romântico já voltou pro mercado atual e isso é combustível pra o forró romântico, mas as bandas do seguimento têm que produzir coisas novas pra não serem rotuladas como forró das antigas”, alerta.

De volta à Moleca 100 Vergonha, Dão Lopes disse que aceitou fazer o caminho de casa por amar a banda de Araripina. “Voltei por amar a banda”, disse.

E se depender da banda, 2019 será especial. É o ano em que a Moleca 100 Vergonha completa 20 anos.

“A Moleca está preparando um DVD super moderno com algumas músicas inéditas. Tem muita novidade em 2019. A Moleca 100 Vergonha completa 20 anos dia 11 de setembro, então é um ano de muitas produções e colheita, eu creio”, finalizou.

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Veja seis talentos que estão desperdiçados no forró

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O forró tem umas coisas que muitos fãs não entendem. Uma delas é o fato de artistas talentosos estarem fora dos grandes palcos. A lista de cantores “parados” que poderiam estar brilhando em bandas de ponta é enorme. O Forró Dicumforça selecionou seis desses nomes.

1 – Aline Ataíde

Os fãs até hoje não engoliram a saída dela da Limão com Mel. A identificação dela com a banda foi muito grande. Após deixar o grupo pernambucano, chegou a ser anunciada pela Noda de Caju, mas a contratação não foi pra frente. Por último, integrou a Baby Som, mas a permanência não durou muito. Hoje faz barzinhos.

2 – Michele Menezes

Brilhou na primeira vez que passou pela Calcinha Preta, assim como na segunda vez. Deixou a banda e os fãs sentem falta até hoje da cantora em uma banda.

3 – Neto Falaschi

Estava bem na banda Magníficos até os fãs serem pegos de surpresa com a sua saída. Está parado até hoje deixando muito fã carente.

4 – Carol B’Soul

Dona de uma voz singular, passou por várias bandas, dentre elas a Noda de Caju. Não está em nenhuma banda, mas não para de compor e lançar músicas nas redes sociais.

5 – Lívia Mara

Está em carreira solo, mas poderia estar brilhando em uma banda, assim como fez no período que esteve no Mastruz com Leite. É carismática e canta muito.

6 – Júnior Ivo

Foi da Limão com Mel e Noda de Caju, além de outras bandas. O público sente falta de sua voz em um grande grupo. Apesar disso, ele segue com a carreira.

E para você, que talentos estão desperdiçados no forró?. Comenta aí

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Cantor supera a depressão e faz relato: “nenhum problema é maior que eu”

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Diego descobriu a doença há um ano e venceu a batalha. Foto: Gustavo Costa

Ele é alegre, brincalhão, e dono de um senso de humor raríssimo no mundo artístico, principalmente no forró. Estamos falando de Diego Francis, vocalista da Banda Forrozão das Antigas. O que ninguém imaginava é que ele, tido como uma cara de bem com a vida e super querido, sofria de um mal cada vez mais comum entre as pessoas: a depressão. Com a situação sob controle, ele usou as redes sociais para fazer um desabado e alertar sobre a doença.

“Há pouco mais de um ano atrás eu fui diagnosticado com depressão. Após perceber que estava interferindo no meu trabalho, no relacionamento social pessoal e familiar. Eu estava chato, vendo o mundo cinza sem cor. Qualquer problema pequeno estava superestimado nas minhas mãos. Isso tava me destruindo”, disse.

O cantor segurou a barra por um ano com a família e amigos, até publicar nas redes sociais o drama que passou. “Eu não queria falar que estava com o problema enquanto ainda estava tratando ele. Não queria porque eu não queria que associassem minhas atitudes ruins com o meu problema. Nem que me olhassem com julgamento de vitimismo ou algo do tipo”, afirma.

Hoje, Diego comemora os avanços e a vida que recuperou. “Percebi que nenhum problema é maior que eu. Jamais vou ser o melhor pra todo mundo. Mas hoje eu tenho o que há de melhor pra me sentir bem”, conta.

Confira o relato na íntegra:

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